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VOCÊ ACREDITA EM MUDANÇAS CLIMÁTICAS?

Nº54



30 DE MAIO, 2019


Ideologias à parte, a inação justificada por alguma forma de negacionismo científico é irresponsável e revela falta de visão estratégica. 


O Debate sobre a veracidade das mudanças climáticas, seja nas ruas ou congressos, entre agricultores ou investidores, no meio virtual ou real, tem se acirrado nas últimas décadas desde seu marco inicial de disseminação na Rio 92.  


Afinal, o clima está mudando? E se está, o homem é mesmo capaz de ter tamanha influência?


Após um longo período de progressiva consideração desta temática no processo de tomada de decisão de governos e empresas, uma contra-reforma carregada de ingredientes ideológicos vem trabalhando para enfraquecer a narrativa defendida por 97% dos cientistas da área¹. A justificativa? Há um emaranhado delas, mas o sentimento de anti-globalismo, anti-socialismo e, claro, de que o crescimento econômico é mais importante se destacam.


Esse embate dificilmente trará resultados positivos, assim como não trouxe até aqui, e o tempo para adequarmos nosso estilo de vida aos limites do Planeta está acabando rapidamente. Portanto, é urgente o estabelecimento de uma agenda comum.


Para tal, o caminho é focar nos meios, ou seja, nas estratégias propostas por quem considera este um dos maiores vetores de risco para nossa sociedade, e deixar de lado os fins ou, no caso, o conceito das mudanças climáticas.


Há uma imensidão de práticas e tecnologias citadas como soluções climáticas e todas elas se encaixam nos seguintes pilares:


1. Eficiência energética – que basicamente significa produzir mais outputs de serviços e produtos, com menor input de combustíveis e outras fontes de energia. Seria realmente necessária uma justificativa climática para investir recursos em eficiência energética? Ela reduz todos os custos de produção e transporte em todos os setores, desonera a demanda, faz a economia girar e crescer. Vale uma simples reflexão.


2. Energias renováveis – investir em qualquer fonte energética cujo ciclo de reposição siga um tempo biológico (algumas décadas no máximo), e desinvestir nas energias fósseis, cujo ciclo é geológico (milhares ou milhões de anos para se recompor). 

Temos então a decisão entre continuar investindo em fontes de energia finitas, que causam, no mínimo, graves conseqüências para a saúde humana e que são controladas por alguns poucos países do mundo. Ou investir em fontes eólicas, solares, hídricas e biológicas, dentre outras, que se recompões rápida e infinitamente, aumentam a segurança energética global e reduzem o risco de conflitos. Qual caminho faria mais sentido?


3. Eficiência no uso do solo - Aqui falamos de práticas para intensificar de forma sustentável a produção de alimentos por unidade de área. Oras, temos apenas um Planeta e este tem uma quantidade finita de áreas agricultáveis, por que não utilizar estas da melhor forma possível? Há um senso antigo de infinitude de terras que já não se sustenta, soma-se a isso o aumento da população e do consumo e a argumentação em prol deste eixo estratégico se torna óbvia. Estamos falando aqui de segurança alimentar, não existe argumento mais importante do que este.


4. Preservação das áreas naturais – ou a redução do desmatamento. Pode-se dizer que este eixo é o patinho-feio da história, e isso se deve ao costume de não valorizarmos aquilo que recebemos de graça, em muitos casos até por ignorância sobre o fluxo de benefícios advindos dos ambientes naturais, também conhecidos como serviços ecossistêmicos.


Fato é de que, sem essas áreas, o ciclo hidrológico sofreria impactos profundos, incorrendo em menor previsibilidade de chuvas e maior ocorrência de precipitações torrenciais e longos períodos de secas. Portanto, em um país como o Brasil, são as áreas naturais que possibilitam a abundância na produção agrícola, a segurança energética através de hidrelétricas e até mesmo o abastecimento de água nas grandes cidades. Tudo isso sem nem tratarmos do carbono, mais uma vez o argumento climático é dispensável.

Desta forma, a inação justificada por alguma forma de negacionismo científico não apenas é irresponsável, mas de uma ignorância e falta de visão estratégica enormes. Foquemos então na agenda acima, de benefícios múltiplos, distribuídos igualitariamente e com visão de longo prazo, pois esses benefícios são tangíveis e absolutamente inegáveis para a saúde da população e resiliência da economia.

¹ https://skepticalscience.com/global-warming-scientific-consensus-intermediate.htm


Roberto Strumpf, Diretor da Pangea Capital.


A Pangea Capital se propõe a apoiar seus clientes e parceiros a prosperar e gerar valor compartilhado através do foco obstinado em eficiência no uso de recursos, uso de recursos renováveis e preservação dos ambientes naturais. 

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