UMA CASA ENGRAÇADA?

Nº24



13 DE ABRIL, 2015


“Era uma casa muito engraçada, não tinha telhado verde não tinha nada”. Em um futuro não muito distante, parodiar a cantiga “A Casa” de Vinícius de Moraes, trocando a falta de partes da casa por atributos sustentáveis, não será assim tão estranho. O engraçado será ter uma casa que não capte água da chuva, nem energia solar, não separe seu lixo, etc.


Várias pesquisas (TÉCHNE, 2010[1]; KATS, 2003[2]) apontam que as construções verdes podem diminuir em 90% o descarte de resíduos, 50% o consumo de água, 35% a emissão de carbono, 30% o consumo de energia e 13% os custos de manutenção. A construção sustentável é uma alternativa viável e um negócio rentável[3]. (leia mais no box abaixo).


No entanto, valor, localização, número de cômodos, tamanho, posição do imóvel em relação ao sol, vista, infraestrutura urbana disponível são alguns aspectos que o consumidor leva em consideração na hora de comprar ou alugar um imóvel. Qualidade de vida, conforto e segurança também estão entre os itens que compõe a lista e estão intimamente ligados à sustentabilidade do empreendimento.


Na América do Norte, por exemplo, investidores em Real Estate (mercado imobiliários) já estão exigindo que as propriedades compradas pelos seus fundos levem em conta questões relacionadas à sustentabilidade[4]. Em breve, esperamos que a população também considere esses princípios, tanto quanto preço ou local.


De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), para o setor alcançar um estágio no qual a construção sustentável seja uma prática universalizada, é necessário atuar dentro de eixos estratégicos: fomento a políticas setoriais e públicas e à legislação; atenção ao poder de compra do Estado; concepção de projetos; inovação tecnológica; e gestão de pessoas e processos[5].


Ações como a Iniciativa para a Sustentabilidade do Cimento (CSI), parceria entre empresas cimenteiras e o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), Programa Brasileiro GHG Protocol, entre outros, elevam a discussão sobre as reais possibilidades na redução das emissões do setor e aumento da eficiência nos processos.


Além dessas inciativas, existem hoje selos nacionais e internacionais para projetos de construção e operação de edificações. O Energy Star corresponderia ao selo Procel no Brasil, assim como o HQE teria como equivalente brasileiro o AQUA. O FSC e o LEED têm presença lá e cá. Somos o quinto país em número de pedidos de Certificação LEED,


Atualmente, projetos como o Escritório Verde, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e a Casa Eficiente, da Eletrobras Eletrosul, são espaços modelo de como construir edificações sustentáveis e certificadas.


Estima-se que a utilização de um prédio comercial impacta durante 30 a 40 anos sobre as emissões e o consumo de recursos naturais do planeta. A maior parte dos empreendimentos está concentrada em áreas urbanas, de alta densidade populacional e com altas taxas de poluição.  Daí a oportunidade do setor em revolucionar as práticas atuais, antecipando-se às exigências do consumidor e criando valor ao empreendimento.



A Pangea acredita que setores chaves como a construção civil tem um papel importante na transformação e crescimento de uma sociedade mais sustentável. Conheça nossos trabalhos www.pangeacapital.com.br e saiba como estamos ajudando a apontar novos caminhos em um cenário de mudanças climáticas e escassez de recursos.


[1] Carimbo Verde. Revista Téchne. Editora Pini, São Paulo, edição 155, ano 18, Fevereiro, 2010, p.37 [2] KATS, G. The cost financial benefits of green buildings. A Report to California´s Sustainable Building Task Force, 2003. [3] FEBRABAN, Café com Sustentabilidade http://www.febraban.org.br/7Rof7SWg6qmyvwJcFwF7I0aSDf9jyV/sitefebr aban/17%BACaf% E9%20com%20SustentabilidadeConstru%E7%E3o%20Sustent%E1vel.pdf [4]  US INVESTOR SURVEY THE OWNERSHIP VIEW OF SUSTAINABLE REAL ESTATE A Corporate Occupier & Investor Services Publication http://www.bomaconvention.org/boma2014/Custom/Handout/Speaker3840_Session578_1.pdf [5] CBIC. Desenvolvimento com Sustentabilidade. Disponível em: http://www.cbic.org.br/sites/default/files/Programa-Construcao-Sustentavel.pdf

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