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UM NOVO NEGÓCIO?

Nº26



03 DE JUNHO, 2015


"Mais do que apenas lucro, entra em pauta o propósito. Estabelecer laços de confiança vem transformando a forma de avaliar e gerar negócios."


Por muito tempo, as estratégias de sustentabilidade e compromissos empresariais têm focado na redução de impactos negativos. Hoje vemos um novo movimento ganhando força entre empresas líderes, um compromisso com toda a sociedade e não mais apenas com acionistas, como por exemplo o Net Positive e a certificação Sistema B.


Nós da Pangea apelidamos essas companhias de empresa-herói. Estas gozam de lealdade por toda a sua rede (desde fornecedores, passando pelos colaboradores até seus clientes), e por isso têm vantagens competitivas como segurança na cadeia de suprimentos, espaço para inovar produtos e serviços e, portanto, mais resiliência às crises. Elas são algumas das empresas mais bem sucedidas da atualidade e as marcas que serão donas do amanhã (leia mais no post “Uma empresa pode ser um herói”). O cerne deste movimento está em empresas e pessoas que deixarão o mundo um lugar melhor do que o encontrado.


Mais do que apenas lucro, entra em pauta o propósito. Estabelecer laços de confiança vem transformando a forma de avaliar e gerar negócios.


A forma como a companhia criará essa confiança com o consumidor vai depender diretamente do seu propósito, o quão relevante essa marca é para a vida desse indivíduo, que vem mudando suas expectativas, como pode ser visto no box abaixo.

De acordo com Tomas Laras, co-gestor do Sistema B Brasil[3], "[1]a capacidade de se adaptar aos novos comportamentos e tecnologias disruptivas, transformando as relações de consumo, é a nova forma de diferencial competitivo para a sustentabilidade dos negócios". As empresas que fazem parte do Sistema B de certificação são exemplos que redefinem o significado do sucesso, buscando não somente serem as melhores do mundo, mas também as melhores para o mundo. Um movimento global com mais de 1200 empresas em mais de 40 países.


Mas será que é possível que as firmas possam ter um impacto realmente positivo sobre os ecossistemas, ajudando a recuperar o meio ambiente? Pelo menos segundo um novo relatório do Forum for the Future[4], The Climate Group[5] e WWF-UK[6], algumas estratégias podem fazer com que as corporações de fato possam contribuir para a saúde de vários indicadores socioambientais, além de lucrarem, claro. 


Entre as empresas que já adotam esse tipo de estratégia, estão a produtora de móveis domésticos Ikea, a companhia de telecomunicação britânica BT, a consultoria francesa Capgemini, a fabricante de alimentos Coca-Cola Enterprise, a empresa de móveis britânica Kingfisher e a firma de rolamentos e vedantes SKF.  A BT, por exemplo, anunciou, no último ano, planos para se tornar ‘positiva em carbono’ até 2020. A meta é que, para cada tonelada de carbono que a empresa emitir em suas operações, seus clientes economizarão três toneladas de CO2. Já a Kingfisher estabeleceu seus planos de impacto positivo em outubro de 2012, focando seus esforços em quatro áreas de prioridade que a empresa acredita terem mais impacto: madeira, energia, inovação e comunidades. Além dos impactos positivos, a empresa calcula que economizará entre £45 milhões e £60 milhões por ano até 2020 devido a essa abordagem.


Na América do Sul, a Guayaki Yerba Mate[7], foi primeira empresa produtora de erva-mate no mundo a receber o certificado de fair trade do Institute of Marketecology (IMO) por sua prática justa de comércio, e pretende recuperar 60 mil hectares de Mata Atlântica no Brasil, na Argentina e no Paraguai até 2020, aplicando métodos de produção sustentáveis e criando, no processo, mais de mil postos de trabalho. Segundo seu fundador, o argentino Alex Pryor, a empresa é um híbrido de fundação e empresa convencional. Para ele o fator econômico é um meio para promover outros fins, que são a mudança social e a preservação ambiental.


Há, portanto, uma nova forma de ver e fazer negócios, uma oportunidade onde todos ganham. É uma questão de entender qual o papel, ou melhor, o chapéu que vestimos enquanto nutrimos valores alinhados com o desejo de um bem estar comum e perene, a tal sustentabilidade (leia mais no post “Qual o seu chapéu?”).


Equipe Pangea Capital


A Pangea acredita que existe um terreno repleto de oportunidades para a realização de negócios, ao tornar possíveis mudanças significativas nos estilos de vida e hábitos de consumo da população.

[1] http://www.meaningful-brands.com/ [2] http://www.sustainablebrands.com/digital_learning/communications/fsc-global-consumer-research-highlights [3] http://www.sistemab.org/portugues/a-empresa-b [4] https://www.forumforthefuture.org/ [5] http://www.theclimategroup.org/ [6] http://www.wwf.org.uk/ [7] http://guayaki.com/

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