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RESÍDUO OU RECURSO?

Nº8



03 DE FEVEREIRO, 2014


O ano de 2014 já começou com algumas promessas e metas, e uma das mais importantes é que, segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), até agosto todos os lixões devem ser erradicados e substituídos por aterros sanitários.  No entanto, temos a sensação, de que até agora, essa lei publicada no ano de 2010 ainda não “pegou”. 


Enquanto isso, a geração de resíduos sólidos no Brasil cresce exponencialmente. Segundo dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), só a geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) cresceu 1,3%, de 2011 para 2012, índice que é superior à taxa de crescimento populacional urbano no país no período, que foi de 0,9%. 

Todo dia, no Brasil, produzimos cerca de 200 mil toneladas de RSU, suficiente para encher 1,4 estádios do Maracanã. Esses resíduos são originários de atividades domésticas em residências urbanas e de limpeza urbana originários da varrição, limpeza de logradouros e de vias públicas. No entanto, apenas 58% seguem para aterro sanitário e os 42% restante tem destino impróprio, ou seja, vão para lixões.

Em relação à composição, os RSU contêm 51% de matéria orgânica, que poderiam ser compostados para se transformar em fertilizantes orgânicos, e 32% de materiais reaproveitáveis que poderiam ser utilizados como matéria prima para o ciclo produtivo de novos produtos. No entanto, apenas 12% são encaminhados para a reciclagem. Com isso, o Brasil perde R$ 8 bilhões por ano.

Além disso, temos os resíduos provenientes das atividades industriais, que são as maiores fontes geradoras. Só o setor agroindustrial gera cerca de 291 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano. Como exemplo, se todos os resíduos secos da produção da cana no Brasil, cultura que mais gera resíduos no setor, fossem utilizados para a geração de energia, a potência instalada seria de 16.464 MW/ano, um potencial superior ao da usina de Itaipu¹.

Assim, gestores públicos e privados só têm a ganhar com a implementação de uma estratégia que visa uma maior eficiência na gestão de resíduos sólidos, a qual tem início na elaboração de um plano de gestão. A Pangea Capital pode auxiliar estes atores a dar este primeiro passo e a encontrar o melhor caminho para transformar resíduo em recurso. 


Equipe Pangea Capital


A Pangea Capital tem como objetivo gerar valor a seus clientes através da redução de seus impactos e vulnerabilidades e da identificação de oportunidades relacionadas a uma nova economia, moldada por um cenário de mudanças climáticas e escassez de recursos.

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