QUAIS AS MÉTRICAS DESTE VERSO?

Nº31



18 DE SETEMBRO, 2015


Em épocas de crise, entram na pauta diária palavras como PIB, taxas de câmbio, juros, inflação e relatórios. Mas de fato, esses indicadores ainda são possíveis como métrica de sucesso da economia? E, se forem, estamos medindo o que realmente importa? 


Desde a crise mundial de 2008, o mercado vem adotando mecanismos de controle e acompanhamento mais rígidos, a fim de mitigar possíveis impactos de uma administração deturpada, onde o foco principal é o lucro a qualquer custo.


Dentre as novas métricas adotadas no mercado global, a Sustainability Accounting Standards Board[1] (SASB), dos EUA, busca tornar obrigatório o relato do desempenho em sustentabilidade. Já a métrica IRIS[2], focada em “investidores de impacto”, aponta que 98% dos investidores reconhecem a importância das novas métricas na credibilidade de uma organização (saiba mais no box  ao final do texto). A lista desses indicadores é muito similar, não só entre si, mas também com indicadores da Global Reporting Initiative (GRI), os mais utilizados para processos de relato da sustentabilidade.


Mas afinal, o que traz valor aos negócios dentro da nova economia? Para os defensores da economia criativa: confiança – que por durante anos foi traduzida com crédito. Mas para se ter crédito, é preciso mostrar-se digno disso. Um dos primeiros passos possíveis é estabelecer métricas que estejam alinhadas à estratégia de negócio de longo prazo – justamente o oposto do que vem sendo feito com a míope visão de curto prazo.


Neste contexto, surge o Relato Integrado, que prevê que as companhias conectem seus seis capitais – humano, financeiro, intelectual, manufaturado, natural e social. Há anos, os relatórios anuais são divididos, basicamente, em dois universos: desempenho econômico-financeiro e socioambiental. Para uma evolução na comunicação de resultados, a integração das informações em torno de um único modelo de pensamento se tornou indispensável.


Segundo prévias do estudo Reporting 2025[3], organizado pela GRI, as empresas terão que prestar contas sobre a sua cadeia de valor por meio de supply chain reports; os relatórios serão profundamente integrados, ou seja, a estratégia, a gestão e a performance das empresas serão conectadas e assim serão seus relatórios; haverá a necessidade de métricas inovadoras para medir a contribuição das empresas para temas como direitos humanos, proteção dos ecossistemas, erradicação da pobreza, externalidades etc.


Uma pesquisa da Global Sustainable Investment Alliance[4] apurou que em 2012 pelo menos 13,6 trilhões de dólares sob gestão profissional no mundo seguiam a filosofia de investimento responsável, representando cerca de 22% dos ativos sob gestão profissional nas regiões pesquisadas. A trajetória é de crescimento em todos os mercados (leia mais no nosso post Qual o valor da Sustentabilidade?)


O problema é que os indicadores são o termômetro, não o remédio. Um consenso, entre os Estados-membros das Nações Unidas que participam da Rio+20[5], é a necessidade de buscar novas medidas de bem-estar e desenvolvimento sustentável, dada a limitação do PIB para esses fins. Se bem que ele nunca teve tal atribuição, e serve apenas como medidor do crescimento econômico de uma determinada região (utilizado desde a Segunda Guerra Mundial). Como diria o ex-senador americano Bobby Kennedy, “o PIB mede tudo, exceto aquilo que faz a vida valer a pena".


Equipe Pangea Capital


A Pangea Capital acredita no valor da sustentabilidade e pode ajudar as empresas a materializar este valor através de ferramentas e metodologias para a contabilidade socioambiental. Temos como objetivo gerar valor aos nossos clientes através da redução de impactos e vulnerabilidades e da identificação de oportunidades relacionadas a uma nova economia.



[1] http://www.sasb.org 

[2]http://iris.info.yorku.ca/[3]https://www.globalreporting.org/information/Pages/Reporting-2025.aspx[4]http://www.gsi-alliance.org/resources/[5]http://www.pagina22.com.br/2012/06/13/indicadores-a-primazia-do-pib-em-xeque/[6] www.unpri.org[7] http://www.itauassetmanagement.com.br/_arquivosestaticos/Asset/pdf/WhitePapers/White_Paper_ESG_Port.pdf

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