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EU CALCULO, TU CALCULAS. E AS CIDADES, CALCULAM?

Nº25



30 DE ABRIL, 2015


“Anda, parar é covardia e olhar para a cidade do passado é ignorância”, já disse Khalil Gibran, filósofo de origem libanesa, no início do século passado. Uma reflexão bem-vinda, afinal, o que esperar de uma cidade para um futuro próximo?


Desde 2013, atingimos a marca de 400 parte por milhão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera da Terra.  O processo de urbanização está entre as tendências mundiais mais importantes do século XXI. Globalmente responsáveis por mais de 70% das emissões de CO2, principalmente relacionadas ao uso de combustíveis fósseis para a geração de energia e transportes, as cidades representam uma grande oportunidade no combate às mudanças climáticas. O vídeo abaixo ilustra de uma forma bem interessante a magnitude de emissões de uma megacidade como New York.



A rápida urbanização cria um conjunto de desafios para os governos, empresas privadas, sociedade civil e comunidades. Juntos, devem mobilizar os recursos financeiros, institucionais e humanos necessários através de uma ampla gama de questões urbanas, como emprego, habitação, serviços e infraestrutura. Tecnologias de transformação, como as tecnologias de informação e comunicação, podem ajudar a melhorar a governabilidade da cidade, eficiência energética, uso de recursos, prestação de serviços urbanos, e criar novas oportunidades de emprego. Mas para tudo isso acontecer, mensurar é preciso!


Por meio do mapeamento de emissões de gases do efeito estufa (GEE), podemos obter informações úteis para a elaboração de um plano de ação com benefícios ambientais e sociais. É o início de um processo rumo à economia de baixo carbono, onde é possível gerar riqueza e bem-estar social sem gerar mais emissões.


O GHG Protocol já desenvolve padrões e ferramentas para que as cidades possam medir suas emissões, construir estratégias de redução mais eficazes, definir metas de redução mensuráveis e mais ambiciosas.  Em dezembro do ano passado, o World Resources Institute (WRI), as organizações C40 Cities Climate Leadership Group e Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI) lançaram a ferramenta Global Protocol for Community-Scale Greenhouse Gas Emission Inventories (GPC), que fornece uma estrutura robusta para a contabilização e divulgação das emissões de GEE em toda a cidade.


Em parceria com o ICLEI, a Pangea vem desenvolvendo workshops para a capacitação de prefeituras e elaborando inventários de GEE. A ação faz parte do projeto Urban-LEDS, que promove estratégias de desenvolvimento urbano em países emergentes para a economia de baixo de carbono.


As prefeituras de Recife e Fortaleza já passaram por estes treinamentos e finalizaram seus primeiros inventários em 2014.  Além delas, Salvador e Florianópolis estão em fase de finalização e revisão de seus inventários e os resultados serão utilizados pela EMBARQ como ferramenta para a elaboração de um plano de desenvolvimento de baixo carbono.


A cidade do Rio de Janeiro se tornou a primeira da América Latina a atualizar seu Inventário de Emissões dos Gases do Efeito Estufa. Mais do que uma radiografia das emissões, o material serve de orientador na política de desenvolvimento da cidade. Tais estudos resultaram também na elaboração, pela Prefeitura e a COPPE/UFRJ, de um plano de ação que contemple as medidas a serem realizadas pelo governo municipal a fim de atingir as metas de redução de GEE, como a duplicação da malha cicloviária, a expansão do programa de reflorestamento, a instalação do Centro de Tratamento de Resíduos e a racionalização dos transportes coletivos, dentre outros.


A Pangea entende que o desenvolvimento urbano sustentável é complexo, envolve muitos setores e muitas entidades políticas. Para reduzir a pobreza urbana em todas as suas formas, aumentar a produtividade e promover condições para a sustentabilidade global, as cidades terão de garantir o acesso universal à infraestrutura básica urbana e serviços: habitação, água, saneamento, gestão de resíduos, energia de baixo carbono e transporte, e as tecnologias de informação e comunicação. As áreas urbanas devem investir em estratégias para aumentar a resiliência a desastres, eventos climáticos extremos e outras ameaças da mudança climática.


Equipe Pangea Capital


É para isso que a Pangea trabalha, auxiliar as cidades a medirem seus impactos e proporem mudanças verdadeiras.

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