• Pangea

2015: UM NOVO CEO?

Nº19



18 DE DEZEMBRO, 2014


Enquanto vemos exemplos de companhias buscando incorporar sustentabilidade além dos departamentos de CSR (Corporate Social Responsibility) e tornando-a uma estratégia central, na maioria dos casos os líderes estão enfiando os pés pelas mãos quando se trata de abordar questões que vão desde a mudança climática até o colapso da biodiversidade e a escassez de recursos.


Se pensarmos que a ‘insustentabilidade’ é um produto das normas sociais e estruturas econômicas vigentes e dominantes, a libertação de tais padrões seria portanto, o ponto de partida para um novo tipo de liderança.


Mas de onde vêm e que forma devem assumir essas novas lideranças em sustentabilidade?

Está na hora de acabar com o mito dos chefes executivos super-heróis. O que se vê na realidade é que em vez de estarem em controle de seus destinos, aqueles que se preocupam com algo além dos próprios bônus e preço das ações de suas empresas, estão se sentindo impotentes diante da crise atual.


Muitos CEOs estão buscando respostas, mas não sabem exatamente como mudar seus negócios e se sentem prejudicados pela complexidade das suas cadeias de abastecimento e falta de apoio político e regulatório.


Eles também enfrentam a falta de apoio dos próprios conselheiros e a falta de interesse de investidores que têm dificuldade em considerar sustentabilidade a longo prazo no lugar de lucros de curto prazo.


Isso sem falar em parecerem insignificantes diante da complexidade do sistema econômico global. A falta de demanda dos consumidores por produtos mais responsáveis também influencia na incapacidade de agir e realizar mudanças mais eficazes e de maior impacto.


Diante de tal cenário, um CEO que reconhece a necessidade de uma mudança sistêmica se vê de mãos atadas para colocar idéias em exercício e entrar na nova era da sustentabilidade.

A ação de um líder é particularmente importante já que a lacuna entre as aspirações sustentáveis e a performance na prática ainda permanece grande. Será que o CEO aguenta?


Pesquisas apontam que desde os anos 80 pessoas em diferentes culturas superestimam a importância das ações de líderes seniores quando comparado a outros fatores determinantes. Isso talvez se dê pelo fato de que as mídias de negócios perpetuam até hoje os relatos de poderosos líderes que definiram a história. Porém, tal mentalidade menospreza o potencial da vasta maioria de pessoas ocupando outros cargos, como se eles não fossem capazes de também determinar resultados. Esse conceito ignora o fato de que liderança é dependente do contexto, onde pessoas diferentes contribuem em momentos diferentes.


Em vez de um foco em heróis de incríveis personalidades, para desenvolver liderança em sustentabilidade, devemos melhorar a nossa compreensão de como desenvolver grupos de liderança, onde aqueles em posições seniores atuem como facilitadores e não heróis e permitam que a liderança surja de dentro do grupo. A sustentabilidade junto à revolução digital desafia as ideologias atuais de hierarquia e poder e capacita mais pessoas para demonstrarem liderança de diversas maneira e em muitos níveis.


E como seria possível focar a atenção e explorar as habilidades de uma liderança que se faz tão necessária e incorporá-las na próxima geração de executivos?


Novas formas de liderar corporações surgem neste momento de desafios sem precedentes. O intuito é o desenvolvimento da capacidade de líderes, tanto para atender às necessidades de seus stakeholders, quanto para enfrentar os desafios globais, contribuindo assim para uma mudança transformadora[1].


Para compreender um líder em sustentabilidade é necessário observar suas características, estilos, habilidades e conhecimentos[2]. Claramente, seria improvável uma só pessoa incorporar todos os atributos, pelo contrário, deve-se entender quais são apropriados e se encaixam em suas próprias personalidades[3] e circunstancias de modo a serem mais eficazes nas respostas aos desafios.


Além disso, os líderes deverão procurar desenvolver essas qualidades em outras pessoas como numa forma de liderança colaborativa. Ao deixarmos para trás a ideia atual (e ultrapassada) que temos de um líder estamos também abandonado as premissas sobre liderança que contribuíram para a situação crítica em que nos encontramos.


Os aspectos de liderança almejam gerar profundas mudanças através de um entendimento sistêmico, com inteligência emocional e fundamentado em valores através de uma abordagem inclusiva e inovadora com perspectivas de longo prazo. O papel do novo líder é o de elaborar uma visão de futuro e inspirar as pessoas a agirem coletivamente mediante quaisquer mudanças e desafios que possam aparecer ao longo do caminho.


Não se trata de uma ambição utópica, mas sim de uma questão de sobrevivência. Não temos o direito de continuar crescendo às custas do planeta, pois os recursos são limitados.


Equipe Pangea Capital


A Pangea Capital acredita que a verdadeira dificuldade não esta em aceitar novas idéias, mas em escapar das antigas, e quer auxiliar os líderes de 2015 nesta jornada.


[1] Veja mais em: Uma Empresa Pode ser um Herói? http://www.pangeacapital.com.br/blog[2] Visser, W. e Courtice, P. (2011) Sustainability Leadership: Linking Theory and Practice. SSRN Working Paper Series ( 21 de Outubro de 2011)[3] Veja mais em:  Qual é o Seu Chapéu? http://www.pangeacapital.com.br/blog

0 visualização

PANGEA CAPITAL

[email protected]

+ 55 11 2307.0018

Rua Cônego Eugênio Leite, 933, Cj. 131

Pinheiros | São Paulo | SP | CEP 05414-012

UMA EMPRESA DO GRUPO

Radicle_Logo_coral.png